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Transporte de mercadorias: regresso à normalidade

O transporte rodoviário vai, aos poucos, deixando para trás os piores momentos gerados pela crise da COVID-19, encaminhando-se para a sua “nova normalidade”. Importa recordar que, há algumas semanas, todas as restrições que se tinham levantado para facilitar a circulação de camiões ao nível europeu estão a voltar a ser impostas, sendo que este é mais um sinal de retoma do decurso normal das atividades.

No entanto, e não obstante a eliminação de tempos de descanso, não obrigatoriedade de passagem por estradas com portagem, etc., a situação no setor foi muito delicada, tal como se pode comprovar através da análise levada a cabo pela Wabco Fleet Solutions, em que se coloca em destaque que a circulação entre fronteiras foi muito limitada ao nível europeu, durante as piores semanas da pandemia.

Deste estudo pormenorizado da Wabco destaca-se uma redução considerável da passagem de camiões entre países, se compararmos a primeira semana de março, precisamente antes da crise, com a primeira semana de junho. Neste caso, encontramo-nos com uma média de quase 15% menos de fluxo de cargas, estando Portugal (-26%) e Espanha (-15%) entre os países mais afetados.

Algo que podemos constatar se nos focarmos nas ofertas de cargas da plataforma Wtransnet, que analisámos no nosso relatório de transporte para o primeiro semestre. Após várias semanas de números baixos provocados pela referida paralisação ao nível continental, mais uma vez se deteta uma clara viragem, tanto na consulta de viagens como de ofertas. O mês de junho, já na fase de redução, foi o segundo com dados positivos, registando mais de 15.000 ofertas na plataforma. Dados que apesar de não serem os de 2019, despertam algum otimismo.

Mais medidas de segurança e higiene

Este novo ciclo será acompanhado de várias e importantes mudanças ao nível da segurança e da higiene no transporte rodoviário de mercadorias ao nível europeu. O uso de máscara será obrigatório de um modo geral em muitos países circundantes, assim como a lotação máxima de duas pessoas nas cabinas de veículos industriais e comerciais. Também será necessário ter em conta eventuais controlos sanitários e operacionais em aeroportos, portos e estações.

Resta saber durante quanto tempo estas medidas permanecerão e sobretudo qual é o custo da respetiva aplicação. Muitas empresas foram afetadas por esta crise, sendo necessário tomar decisões concretas ao nível económico para tornar o regresso menos difícil.

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