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O transporte em Portugal está mais vivo do que nunca

Coincidindo com o 17º Congresso de ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias), a principal do país, quisemos tomar o pulso ao setor para constatar que goza de melhor saúde do que nunca. Para isso falamos com o presidente da ANTRAM, Gustavo Paulo Duarte, além de nos termos também focado na atividade da Bolsa de Cargas da Wtransnet com destino ou origem em Portugal.

O objetivo do congresso é pôr sobre a mesa os temas mais em voga da agenda política nacional e europeia que sejam relevantes para a atividade do transporte. Nesse sentido a primeira pergunta é obrigatória:

Que valoração faz do atual estado do setor do transporte? Para onde se dirige nos próximos anos?

“O setor dos transportes rodoviários de mercadorias continua a ser o espelho da economia, sendo por isso expectável que se esta evolui se assista também a alguma evolução na atividade das empresas. Ao longo dos anos, o setor foi um exemplo claro de resiliência – lidou com problemas, adaptou-se a mudanças, superou obstáculos e resistiu à pressão de situações adversas. No futuro, a resiliência será sem dúvida o fator que ditará a sobrevivência de muitas empresas”, responde Gustavo P. Duarte.

Gustavo Duarte, presidente da ANTRAM
Gustavo P. Duarte, presidente da ANTRAM

 

De facto, analisando as estatísticas, o setor do transporte em Portugal parece ter saído fortalecido dos últimos anos de instabilidade já que, até ao mês de Setembro, constata-se um crescimento de 2% nas cargas europeias com origem ou destino em Portugal. O que mais surpreende, no entanto, é o crescimento do fluxo de transporte interno, sendo o volume de cargas nacionais  46% maior tal como veremos a seguir.

Transporte interno: o pilar básico

Os dados recolhidos sobre o fluxo de cargas e camiões na plataforma da Wtransnet oferecem uma visão muito esclarecedora do estado saudável do transporte que o país luso vive. Se analisarmos exclusivamente os dados de transporte interno, ou seja, todas as operações de transporte com origem e destino em Portugal, observamos como a comparação anual entre os primeiros nove meses de 2016 e o período correspondente em 2017 oferece um panorama mais encorajador: um aumento de 46% no número de ofertas de carga e 27% dos camiões, ainda que, o peso do transporte português continue a cair nas rotas internacionais.

Cada vez maior na Europa

À incrível recuperação no intercâmbio nacional, somam-se boas notícias nos fluxos de transporte para ou desde outros estados europeus. No que se refere às exportações, a oferta de cargas aumentou em 27%, especialmente em países como a Holanda (144%), Bélgica (77%), Alemanha (55,5%) e Itália (49%). Apesar de tudo, a Espanha continua a ser o principal destino das mercadorias portuguesas, representando 75% das cargas, longe da França, que ocupa o segundo lugar com 17,5%.

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Se nos fixamos na importação, as ofertas de cargas com origem no resto de Europa e destino Portugal, aumentaram 32,5%, situando a Espanha na cabeça do crescimento e da atividade com 44% mais de cargas que no ano anterior. França, na segunda posição, cresce 23%, enquanto também se destaca a atividade experimentada em Itália e Alemanha, ambas em torno dos 32% de crescimento anual.

A propósito da relação Portugal-Espanha, na qual nos últimos anos se observa um grande aumento dos fluxos de mercadorias, Gustavo Duarte comenta que “a relação entre Portugal e Espanha é uma relação económica histórica. Apesar de ambos os países terem enfrentado, na última década uma crise, as suas relações saíram reforçadas, uma vez que os intercâmbios comerciais continuaram numa tendência ascendente nos dois sentidos. O vínculo de colaboração nunca deixou de existir”.

Adiciona que em termos de iniciativas, a ANTRAM juntamente com sua congénere espanhola – a ASTIC – e as demais congéneres europeias “têm desenvolvido esforços no sentido de construir um mercado único mais forte, defendendo uma legislação europeia clara, justa e uniforme para o setor”.

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O estado do setor torna-se visível também nas ofertas de camiões para a exportação, cujo volume para sair de Portugal ascendeu notavelmente nos últimos meses, sendo os principais países de destino: Espanha, França, Polónia e Alemanha, por esta ordem. Sempre tendo em consideração o mesmo período em 2016, encontramo-nos com um aumento da oferta de 141%.

No que concerne aos retornos (importação) também aumentaram embora de forma mais moderada com 31% mais de atividade, destacando-se Itália e Holanda como os países que experimentaram um maior crescimento nas ofertas de camiões de importação, com 71% e 90% respetivamente.

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De este modo, tal e como anunciávamos no início, podemos concluir que Portugal tem um setor de transporte cada vez mais forte e que parte do seu bom estado de saúde está ligado à relação com o país vizinho. Daí que a Wtransnet se destaque como uma ferramenta chave para os transportadores portugueses já que a sua Bolsa de Cargas, líder em ambos os mercados, facilita a relação entre ambos os países, fazendo da colaboração entre as suas empresas, o motor do transporte de mercadorias terrestre no resto da Europa.

 

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